O acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul marca uma das maiores transformações no mercado de vinhos das últimas décadas no Brasil. Mais do que uma decisão política, ele cria uma mudança estrutural na forma como vinhos europeus chegam ao país — e no quanto eles vão custar.
Hoje, um vinho produzido na França, Itália, Espanha ou Portugal entra no Brasil pagando cerca de 27% de imposto de importação. Pelo acordo, essa tarifa será reduzida gradualmente até zerar, em um período de até 12 anos após a entrada em vigor.
Isso altera completamente a equação de preço, oferta e competitividade.
Vinhos europeus mais baratos: o que esperar
Na prática, a redução do imposto cria espaço para que parte dessa economia chegue ao consumidor final.
Estudos do setor indicam que, conforme a tarifa for caindo, o preço de muitos vinhos europeus pode cair entre 10% e 30%, dependendo do posicionamento de cada importador e do volume negociado.
Não significa que todos os vinhos ficarão “baratos”, mas sim que o mesmo valor pago hoje poderá comprar um vinho de origem, qualidade e reputação superiores.
Mais rótulos, mais regiões, mais diversidade
Outro impacto importante será no portfólio disponível no Brasil.
Com custos menores, produtores médios e pequenos da Europa, que hoje não conseguem competir, passam a enxergar o Brasil como mercado viável. Isso abre espaço para:
- Regiões menos óbvias
- Vinhos autorais
- Denominações de origem pouco exploradas
- Estilos que hoje não chegam ao mercado brasileiro
Para importadoras especializadas, esse é um dos maiores ganhos: mais liberdade para fazer curadoria, não apenas brigar por preço.
O que muda para restaurantes, empórios e consumidores
Para quem vende ou consome vinho, o acordo traz uma nova realidade:
- Cartas de vinho mais sofisticadas sem aumento de ticket
- Possibilidade de trocar rótulos genéricos por denominações clássicas
- Maior margem de diferenciação frente à concorrência
Mas também exige preparo. Com mais opções no mercado, quem não tiver curadoria, narrativa e posicionamento claro vai virar commodity.
O papel da Panamera nesse novo cenário
Na Panamera Importadora & Distribuidora, vemos esse acordo como uma grande oportunidade para elevar o nível do vinho europeu no Brasil — sem perder o foco em preço competitivo.
Nossa estratégia se baseia em três pilares:
Curadoria
Selecionar produtores e regiões que se beneficiam da queda de tarifa sem entrar na guerra dos rótulos de supermercado.
Posicionamento
Oferecer “mais qualidade pelo mesmo preço”, não apenas descontos.
Parcerias
Ajudar restaurantes, empórios e clientes B2B a atualizar cartas, montar portfólios e aproveitar essa nova fase do mercado.
O momento de se posicionar é agora
Embora a redução tarifária seja gradual, as decisões estratégicas são tomadas hoje: contratos, fornecedores, portfólio e posicionamento de marca.
Quem entender esse movimento antes vai acessar os melhores produtores, as melhores condições e os melhores espaços nas cartas de vinho do futuro.
Se você quer preparar seu negócio — ou sua adega — para essa nova era do vinho europeu no Brasil, a Panamera está pronta para caminhar ao seu lado.








